quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CONTINUAÇÃO...


(PARTE 2)


As Pessoas Começaram a Chorar e se Lamentar

          Rapidamente fui ao microfone do fundo da sala e disse: “Caso você não esteja ciente do que está acontecendo, Deus acaba de se mover neste lugar. O pastor está bem [passaram-se duas horas e meia para que ele pudesse ao menos se levantar, ainda assim com o auxílio dos introdutores. Somente sua mão tremia dando sinal de vida]. Ele vai ficar bem.”





          Enquanto tudo acontecia, os introdutores correram para verificar se o pastor estava bem e pegar os pedaços do púlpito. Ninguém, realmente, prestou muita atenção no púlpito partido, pois estávamos muito ocupados com os céus fendidos. A presença de Deus atingira aquele lugar como se fosse uma bomba. As pessoas começaram a chorar e a se lamentar. Eu disse: “Se você não está onde precisa estar, esta é uma boa hora para se reconciliar com Deus.” Eu nunca vira tamanho apelo. Um tumulto se fez. Pessoas se empurravam. Não esperavam os corredores se esvaziarem. Pulavam os bancos da igreja, homens de negócio arrancavam suas gravatas e estavam, literalmente, amontoados uns sobre os outros, no mais terrível e harmonioso som de arrependimento que eu já tinha ouvido. A simples lembrança disso ainda me causa arrepios. Quando fiz o apelo do culto das 8h30, não tinha idéia de que aquele seria o primeiro dos sete apelos daquele dia.



          Quando já era hora de começar o culto das 11 horas, ninguém havia deixado o prédio. As pessoas ainda se encontravam prostradas e, embora não houvesse nenhuma música sendo tocada, a adoração era calorosa e espontânea. Homens maduros dançavam como bailarinos, crianças choravam em manifestação de arrependimento. As pessoas estavam com rosto em terra, ajoelhadas, absortas pela presença do Senhor. Havia tanto da presença e do poder de Deus ali, que as pessoas começaram a sentir uma necessidade urgente de serem batizadas.
          Eu assistia às pessoas adentrarem os átrios do arrependimento, e, uma após outra, experimentarem a glória e a presença de Deus enquanto Ele estava ali por perto. Elas queriam ser batizadas e eu estava em dúvida sobre o que fazer. O pastor ainda permanecia no chão. Pessoas vinham até mim e declaravam: “Preciso ser batizado. Alguém me diga o que fazer.” Havia uma quantidade imensa de perdidos que foram salvos, e tudo provocado puramente pelo encontro com a presença de Deus. Não houve sermão nem canções naquele dia - somente o Espírito de Deus.



          Duas horas e meia se passaram, e, já que pastor só havia conseguido gesticular um dedo para chamar os anciães até ele naquele instante, os introdutores tiveram que carregá-lo para seu gabinete. Enquanto isso, todas
aquelas pessoas me perguntavam (ou a qualquer outro que encontravam) se poderiam ser batizadas. Como um ministro visitante naquela igreja, eu não queria assumir a autoridade de dizer a alguém para batizá-las, então enviei pessoas ao escritório do pastor para verificar se ele autorizaria o batismo. Eu fazia um apelo após outro e centenas de pessoas vinham à frente.
          Como, a cada vez, mais pessoas vinham me perguntar a respeito do batismo, percebi, então, que nenhum daqueles que foram ao escritório do pastor retornaram. Finalmente, enviei um pastor assistente já aposentado, dizendo-lhe: “Por favor, descubra o que o pastor quer fazer acerca do batismo, pois ninguém que enviei retornou para me dar uma resposta.” O homem entreabriu a porta e inclinou a cabeça para dentro do escritório. Para sua surpresa, viu o pastor ainda deitado diante do Senhor e todos os que eu havia lhe enviado estirados pelo chão também, chorando e se arrependendo diante de Deus. Então, voltou depressa para me relatar o que tinha visto, e acrescentou: “Vou perguntar-lhe o que pediu, mas, se eu entrar naquele gabinete, pode ser que não volte também”.


Batizamos Pessoas por Horas

          Balancei a cabeça concordando com aquele pastor assistente: “Acho que não há problema se os batizarmos.” Então começamos a passar as pessoas pelas águas como um sinal físico de seu arrependimento diante do
Senhor. E, por muito tempo, batizamos as pessoas. Mais e mais pessoas continuavam se derramando perante Deus. Como os participantes do primeiro culto ainda estavam lá, havia carros estacionados por todos os lados fora da igreja. Em um grande terreno vago próximo ao prédio, as pessoas sentiam a presença de Deus tão fortemente, que começavam a chorar sem controle. E, simplesmente, se dirigiam ao estacionamento sem saber o que estava acontecendo.
      


          Algumas, ao saírem de seus carros, mal conseguiam andar pelo estacionamento. Outras entraram no prédio somente para cair no chão. Com muito esforço, os introdutores arrastavam aquelas pessoas da porta e as colocavam ao longo do corredor para liberar a entrada. Algumas pessoas conseguiam avançar um pouco para dentro do prédio e outras entravam na sala antes de caírem prostradas em arrependimento. Alguns, na verdade, se prostravam dentro do santuário, mas, a maior parte não se importava em não achar assentos. Eles se prostravam diante do altar. Não importava, pois não demorava muito para que começassem a chorar e se arrepender. Como eu disse, não houve nenhuma pregação. Nem mesmo música houve na maior parte do tempo. Mas basicamente uma coisa aconteceu naquele dia: A presença de Deus se revelou.
          Quando isto acontece, a primeira coisa que se faz é o mesmo que Isaías fez ao ver o Senhor no alto e sublime trono. Ele clamou das profundezas de sua alma:

“Então disse eu: Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros,habito no meio dum povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Isaías 6.5)

          Veja bem: no momento em que Isaías, o profeta, servo escolhido de Deus, viu o Rei da glória, o que ele pensava estar puro e santo parecia trapos imundos. Ele estava pensando: Eu achava que conhecia Deus, mas não conhecia nem um pouco d'Ele! Naquele domingo, parecia termos chegado tão perto, quase O pegamos. Agora sei que é possível.


Eles voltavam buscando mais


          As pessoas continuaram enchendo o auditório. Tudo começou com o extraordinário culto das 8h30 naquela manhã. Finalmente, por volta das 16 horas, consegui comer alguma coisa. Então, voltei para a igreja. Muitos nem saíram. Aquele culto matinal de domingo só terminou 1 hora da madrugada de segunda. Nem precisávamos anunciar nossa programação para segunda-feira à noite. Todos já sabiam. Haveria uma reunião, quer anunciássemos ou não. As pessoas voltavam para casa simplesmente para dormir um pouco ou fazer algo,
e retornavam buscando mais - nada que viesse de homens ou de suas programações, porém algo que brotasse de Deus e Sua presença. Noite após noite, o pastor e eu diríamos: “O que vamos fazer?” Na maioria das vezes nossa resposta era previsível: “O que você quer fazer?” O que queríamos dizer era: “Não sei o que fazer. O que Deus quer fazer?” Algumas vezes, tentávamos ter um culto, mas a fome das pessoas rapidamente nos conduzia à presença de Deus e, de repente, ela é que nos tinha!



          Escute, meu amigo: Deus não se importa com sua música, suas torres, seus prédios admiráveis. O carpete de sua igreja não O impressiona - Ele é quem forrou os campos. Deus, realmente, não se preocupa com nada do que você possa fazer para Ele. Ele somente se preocupa com sua resposta a uma pergunta: “Você Me quer?”.



CONTINUA...







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